Segundo uma nota tornada pública pelo partido, o expediente foi entregue na manhã desta sexta-feira, 8 de Maio de 2026, pelo advogado de Abel Chivukuvuku, acompanhado por membros do Secretariado-Geral do PRA-JA Servir Angola.
No final do acto, a secretária nacional para Comunicação e Marketing da formação política, Chambula Manuel, prestou declarações à imprensa, nas quais explicou as motivações que levaram o partido a avançar com o processo judicial.
De acordo com a dirigente, os crimes invocados no processo são difamação, injúria e calúnia, alegadamente praticados por Adriano Sapinãla em declarações públicas dirigidas ao líder do PRA-JA Servir Angola.
“A Constituição e o Código Penal vigente consideram grave qualquer atentado à honra e ao bom nome de qualquer cidadão”, afirmou Chambula Manuel, acrescentando que o partido entende que tais declarações foram feitas por “alguém com responsabilidades acrescidas”, numa referência ao facto de Sapinãla exercer funções de deputado à Assembleia Nacional.
O PRA-JA sustenta que o objectivo da participação criminal é o esclarecimento dos factos e o encerramento definitivo de acusações consideradas falsas pelo partido. A responsável defendeu ainda que as declarações atribuídas ao deputado podem causar impactos pessoais e familiares sobre Abel Chivukuvuku.
“O Dr. Abel tem família, filhos e netos, que poderão sofrer consequências sociais, incluindo bullying, devido a estas acusações”, declarou.
Durante as declarações, Chambula Manuel contestou igualmente referências feitas por Adriano Sapinãla relacionadas com alegados actos de corrupção activa. Segundo afirmou, o dirigente político acusado não apresentou provas que sustentem tais acusações.
A responsável considerou ainda mais grave o facto de as declarações terem sido proferidas por um deputado da Assembleia Nacional, sublinhando que Sapinãla teria conhecimento prévio de que determinadas narrativas já haviam sido classificadas como falsas.
O PRA-JA entende que existe uma “intenção maléfica” por detrás da divulgação das acusações, alegando que o propósito seria manchar a imagem de Abel Chivukuvuku e travar o crescimento político do projecto “A Servir Angola”.
Até ao momento, não é conhecida qualquer reacção pública de Adriano Abel Sapinãla em relação à participação criminal apresentada junto da PGR.

