De acordo com informações avançadas por fonte oficial citada pela AFP, Kabila foi incluído na lista de sanções do Office of Foreign Assets Control (OFAC), organismo do Departamento do Tesouro norte-americano responsável pela aplicação de medidas restritivas financeiras.
Num comunicado, Washington acusa o ex-chefe de Estado, que liderou o país entre 2001 e 2019, de tentar “desestabilizar o governo da RDC” através do apoio ao Movimento 23 de Março (M23) e à Aliança do Rio Congo (AFC), descrita como o braço político daquele movimento.
As sanções agora anunciadas surgem num contexto judicial já marcado por forte escalada. Joseph Kabila foi recentemente condenado à morte à revelia pelos tribunais congoleses, num processo relacionado com graves acusações, incluindo a sua alegada responsabilidade na violência persistente e na insegurança no leste do país. A decisão, tomada na ausência do antigo Presidente, representa um agravamento significativo das tensões políticas e judiciais em torno da sua figura.
A região oriental da República Democrática do Congo continua a ser palco de conflitos armados recorrentes, alimentados pela atuação de vários grupos rebeldes. Entre estes, o M23 destaca-se como um dos mais ativos, sendo frequentemente acusado de contribuir para a instabilidade prolongada, com alegado apoio externo, nomeadamente do Ruanda — uma acusação que Kigali tem reiteradamente negado.
As medidas agora impostas por Washington incluem o congelamento de eventuais ativos sob jurisdição norte-americana e a proibição de transações com cidadãos e entidades dos Estados Unidos, reforçando a pressão internacional sobre o antigo líder congolês.

