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Sábado, 13 Junho 2026 12:31

Governo aumenta preço do gasóleo para 420 kwanzas por litro a partir deste sábado

O preço do gasóleo em Angola aumentou esta sexta-feira 20 kwanzas por litro, passando de 400 para 420 kwanzas, anunciou o Instituto Regulador dos Derivados do Petróleo (IRDP).

Numa circular externa, o regulador informou que os preços da gasolina, do petróleo iluminante e do gás de petróleo liquefeito (GPL) permanecem inalterados.

A atualização do preço do gasóleo insere-se na estratégia do Governo angolano de retirada gradual dos subsídios aos combustíveis, uma medida que o Executivo justifica com o elevado peso destas despesas no Orçamento Geral do Estado. As autoridades defendem que os recursos atualmente destinados à subsidiação dos combustíveis poderão ser canalizados para áreas prioritárias, como projetos sociais, educação, saúde e infraestruturas.

Em abril deste ano, o Governo estimou que as receitas do país poderiam aumentar em cerca de 3,2 biliões de kwanzas devido à valorização do petróleo nos mercados internacionais. No entanto, o Executivo reconheceu que uma parte significativa desse montante continuaria a ser absorvida pelos custos associados aos subsídios aos combustíveis.

A política de ajustamento dos preços dos combustíveis continua, contudo, a gerar preocupação junto de vários setores da sociedade. Em julho de 2025, uma anterior subida dos preços desencadeou uma das mais graves ondas de contestação social registadas nos últimos anos em Luanda.

A capital angolana viveu então dias de forte instabilidade, marcados por barricadas, pneus incendiados, confrontos entre manifestantes e forças policiais, apedrejamento de autocarros e episódios de pilhagem de estabelecimentos comerciais. O balanço oficial apontou para 22 mortos e mais de 1.200 detenções.

A tensão social foi agravada pela paralisação dos serviços de táxi, convocada para os dias 28, 29 e 30 de julho por várias associações e cooperativas do setor sob o lema “Fica em Casa”. Os organizadores da iniciativa pretendiam pressionar o Governo a negociar soluções para uma atividade que consideram economicamente insustentável face ao aumento dos custos operacionais.

Entre as principais reivindicações dos taxistas estavam a definição de paragens específicas para as viaturas de transporte coletivo informal e a criação de uma carteira profissional para os operadores do setor.

Com o novo aumento do gasóleo agora anunciado, a atenção centra-se na reação dos transportadores e dos consumidores, num contexto em que o Executivo prossegue o processo de reforma dos subsídios energéticos, considerado essencial para o equilíbrio das contas públicas, mas que continua a suscitar debate quanto ao seu impacto social e económico.

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