De acordo com os resultados do inquérito trimestral sobre o emprego, divulgados hoje em Luanda, “Angola registou uma taxa de 21,5% de desemprego, o que representa um ligeiro aumento de 0,2% em relação ao trimestre anterior”, passando de 21,3% para 21,5%.
Entre abril e junho, o país tinha cerca de cinco milhões de desempregados, com “um aumento de 7,6%” de indivíduos” fora do mercado de trabalho, comparando com o primeiro trimestre do ano, segundo os dados divulgados, em conferência de imprensa, pelo presidente do INE, Joel Bumba Sambo Futi.
As estatísticas nacionais englobam a população a partir dos 15 anos e o número de angolanos que atingiu esta idade é a principal justificação apontada pelo INE para o aumento do universo de desempregados.
A maior incidência do desemprego verifica-se na faixa etária entre os 15 e os 24 anos, que representa 40,5% dos desempregados no segundo trimestre de 2026, indica-se no relatório estatístico.
A taxa estimada da força de trabalho neste período registou um aumento de 6,4%, fixando-se em 56%3, o que significa que mais de metade dos 38 milhões de angolanos, concretamente 23.641.000, está em idade ativa, com 15 ou mais anos.
Deste universo, mais de 44% está desempregado e 80,1% da população empregada encontra-se na economia informal, não está inscrita na Segurança Social, nem tem qualquer vínculo laboral.
O relatório trimestral revela que “63,6% da população empregada trabalhou em negócios privados”, sendo o comércio, com 30% dos empregados, e a agricultura, com 26%, os principais empregadores.
A análise ao relatório feita pelo INE aponta a para a existência de “problemas relacionados com desemprego juvenil, assimetrias do género e elevado numero de economia informal”.
O instituto revelou ainda que mais de metade da força de trabalho em Angola não está disponível para trabalhar ou procurar emprego, de acordo com as respostas obtidas no inquérito.
O INE analisa também a questão do género na recolha de dados e conclui que “os homens representam a maior parte da população empregada” e que “o desemprego afeta mais mulheres do que homens”.
A próxima publicação sobre o emprego em Angola será conhecida em 13 de novembro.

