Print this page
Sexta, 16 Outubro 2026 14:25

BAI Europa confirma colaboração com a PJ após buscas em investigação a fraude fiscal

O Banco BAI Europa afirmou que está a colaborar com as autoridades competentes, na sequência de buscas realizadas pela Polícia Judiciária (PJ), garantindo que está a prestar toda a cooperação necessária no âmbito das diligências em curso.

“Na sequência das notícias hoje divulgadas em diversos órgãos de comunicação social, relativamente a buscas realizadas pela Polícia Judiciária, o Banco BAI Europa informa que está a colaborar com as autoridades competentes”, refere a instituição num comunicado divulgado a 14 de outubro.

O banco sublinha que desenvolve a sua atividade em Portugal «no respeito integral por toda a legislação e regulamentação aplicável», orientando a sua atuação por princípios de ética, integridade, rigor e responsabilidade.

“Atendendo à natureza do assunto, o BAI Europa não fará, nesta fase, comentários adicionais”, acrescenta.

O Banco BAI Europa está presente em Portugal há mais de 25 anos. A instituição nasceu em 2002, quando a sucursal em Lisboa do BAI – Banco Angolano de Investimentos, aberta em 1998, passou a filial, constituindo-se como uma instituição financeira de direito português, regulada pelo Banco de Portugal.

Com sede nas Amoreiras, em Lisboa, o banco desenvolve a sua atividade sobretudo junto de empresas, embora tenha vindo a reforçar a oferta dirigida a clientes particulares. A instituição conta com mais de 100 colaboradores.

A Polícia Judiciária, em conjunto com a Autoridade Tributária, pôs esta quarta-feira em marcha um total de 53 buscas que incidem sobre o Banco Carregosa, no Porto, o Banco Angolano de Investimentos, em Lisboa, várias imobiliárias e escritórios de advogados.

As buscas estão a decorrer nestes dois bancos por suspeita de um esquema no Imposto Municipal Sobre Transações Onerosas de Imóveis (IMT. As imobiliárias em causa criariam nome no mercado, sendo depois vendidas a fundos imobiliários com consequente impacto na especulação, segundo a RTP.

“A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, realizou, hoje, uma operação policial, no âmbito de três inquéritos titulados pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal, e na qual foram executadas 53 buscas em domicílios, sociedades comerciais, instituições bancárias e escritório de advogados, nas áreas de Lisboa, Porto e Setúbal”, lê-se em comunicado da PJ.

Em causa estão “factos suscetíveis de configurar a prática de crimes de burla tributária qualificada, relacionados com a obtenção indevida da isenção de Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT)”.

Estima-se que, entre 2017 e 2025, o prejuízo causado ao Estado ascenda a mais de 66 milhões de euros, refere uma noticia da RTP.

Rate this item
(0 votes)

Latest from Angola 24 Horas

Relacionados

Template Design © Joomla Templates | GavickPro. All rights reserved.