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Terça, 21 Abril 2026 18:32

Papa/Angola: Ministro atribui a "excesso de entusiasmo" rutura do cordão de segurança

O ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República angolano admitiu hoje que "houve uma falha" na segurança, mas sem alarmismo, num episódio que envolveu um homem que tentou chegar ao papa móvel.

O caso ocorreu no sábado, dia em que chegou a Angola o Papa Leão XIV, no momento em que saía do aeroporto 4 de Fevereiro a bordo do Papa móvel, a caminho da Cidade Alta, para o encontro em privado com o Presidente angolano, João Lourenço.

Francisco Furtado considerou que neste tipo de eventos há sempre algum entusiasmo das pessoas, frisando que o caso está a ser analisado ela unidade que tem a responsabilidade de fazer esta investigação.

"Temos de admitir que houve uma falha dos seguranças na parte externa, que permitiram que ele chegasse até à viatura, mas as medidas estão a ser tomadas para se corrigir", disse Francisco Furtado em declarações à imprensa, na operação de transporte dos papa-móveis para Roma, Itália.

O governante angolano realçou ainda que "não houve nada de anormal, não houve nenhuma tentativa de atentado", mas sim "um excesso de entusiasmo de um cristão, de um cidadão, que provavelmente queria estar próximo ao Papa".

Segundo Francisco Furtado, a mesma situação registou-se no santuário da Muxima, durante a circulação da sua Santidade ao longo da praça da Muxima.

"Houve um jovem também que tentou aproximar-se, mas não é questão de insegurança, é algum entusiasmo próprio do crente. Os crentes também querem estar próximos do líder máximo da Igreja", reforçou.

Questionado se o individuo se encontra detido, Francisco Furtado disse que não sabia responder, "porque é um tratamento que está a ser feito pelos órgãos competentes".

"Mas não há nada de anormal que vai levar com que ele esteja detido por muito tempo. É preciso investigar as razões, as motivações, que lhe levaram a tomar aquela atitude, mas isto não é nada de alarmismo, não é necessário fazer-se alguma especulação relativamente a esta situação", acrescentou.

Num vídeo que circulou amplamente nas redes sociais vē-se o momento em que o homem surge por trás dos seguranças para tentar alcançar o Papa-móvel, onde se encontrava o sumo pontifice a saudar os milhares de pessoas que se encontravam ao longo do caminho.

O Novo Jornal noticiou que se trata de um homem de 42 anos, funcionário bancário, que foi naquele dia detido e agredido por elementos da segurança, citando com fonte um familiar.

No interrogatório, o homem contou que o objetivo era tocar nas vestes do Papa para ter uma bênção, tal como teve a mulher da Bíblia que "tocou nas vestes e Jesus Cristo e recebeu a sua bênção".

O Papa Leão XIV terminou hoje uma visita de três dias a Angola, deixando o território angolano em direção a Malabo, Guiné Equatorial, no quadro de um périplo que realiza por países africanos, tendo já passado por Argélia e Camarões.

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