“Dois petroleiros que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz sem autorização foram obrigados a regressar esta manhã, após avisos das Forças Armadas iranianas”, informou a agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária iraniana.
Segundo a mesma fonte, as embarcações navegavam sob as bandeiras do Botswana e de Angola e pretendiam atravessar esta via navegável estratégica, fundamental para o transporte global de petróleo. Após o que foi descrito como uma “intervenção oportuna” das forças iranianas, os navios foram obrigados a mudar de rumo e a retirar-se da área.
Entretanto, no início de março, o petroleiro de bandeira angolana “Sonangol Namibe”, que se encontra no Golfo Pérsico, registou um “incidente pontual”, consubstanciado numa explosão no convés. Não foram divulgados detalhes adicionais sobre as causas ou eventuais consequências desse episódio.
O Estreito de Ormuz, por onde transita uma parte significativa do abastecimento energético mundial, tem sido palco de sucessivos incidentes relacionados com disputas geopolíticas. Este episódio reforça as preocupações quanto à segurança da navegação na região do Golfo Pérsico e ao impacto das tensões entre o Irão e os Estados Unidos nos mercados energéticos internacionais.

