Numa publicação divulgada nas suas redes sociais, o líder do maior partido da oposição apresentou a educação e a saúde como instrumentos essenciais para a promoção da igualdade de oportunidades e da justiça social, sustentando que o investimento nestes sectores deve ser encarado como uma prioridade estratégica do Estado.
“A gratuidade no ensino superior e técnico-profissional não é uma despesa; é a mais fértil das sementeiras”, escreveu Adalberto Costa Júnior, argumentando que a educação permite quebrar ciclos de pobreza e criar condições para a mobilidade social.
Segundo o dirigente da UNITA, o acesso gratuito à formação académica e profissional pode transformar a vida de milhares de jovens angolanos, independentemente da sua origem social ou condição económica. Na sua visão, a educação constitui uma ferramenta capaz de gerar cidadãos mais preparados e aptos a contribuir para o desenvolvimento do país.
No mesmo texto, Adalberto Costa Júnior destacou a importância de um sistema de saúde público universal, defendendo que o acesso aos cuidados médicos deve ser garantido a todos os cidadãos.
“A saúde pública universal e gratuita é o alicerce sem o qual todos os outros edifícios desabam”, afirmou, acrescentando que sem condições básicas de saúde não é possível assegurar o sucesso escolar, a produtividade económica ou o bem-estar das famílias.
O líder da oposição rejeitou a ideia de que estas medidas possam ser encaradas como actos de caridade, sustentando que o acesso à educação e à saúde constitui um direito fundamental dos cidadãos.
“Caridade é a esmola que humilha; direito é a mão estendida que levanta”, escreveu, defendendo um modelo de Estado mais interventivo na garantia de serviços públicos essenciais.
Na publicação, Adalberto Costa Júnior criticou ainda aquilo que considera ser a incapacidade de alguns Estados em responder adequadamente aos desafios sociais, afirmando que um governo que não combate a doença e a falta de acesso ao conhecimento contribui para a perpetuação das desigualdades.
O presidente da UNITA concluiu a sua reflexão defendendo que a principal riqueza de Angola reside no potencial humano dos seus cidadãos e não apenas nos recursos naturais do país.
“Cada doente que sofre sem assistência é uma ferida no corpo da pátria. Cada talento desperdiçado por falta de oportunidade é uma traição ao destino colectivo que Deus nos confiou”, afirmou.
As declarações surgem numa altura em que o debate sobre o acesso à educação, à saúde e à protecção social continua a ocupar um lugar central nas discussões sobre as políticas públicas e o futuro desenvolvimento de Angola.

