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Domingo, 24 Mai 2026 12:21

Líder da UNITA exige responsabilização após morte de 28 jovens em Mina no Bengo

O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, manifestou este sábado profundo pesar pela morte de pelo menos 28 jovens angolanos na sequência do desabamento de uma mina artesanal de ouro no bairro Kifula, comuna de Canacassala, município de Nambuangongo, província do Bengo.

Através de uma publicação divulgada na sua página oficial, o líder da oposição afirmou ter recebido a notícia “com o coração profundamente consternado”, enquanto se encontra na Cidade do Cabo, na África do Sul, onde participa numa conferência internacional.

Segundo Adalberto Costa Júnior, a tragédia representa “uma dor nacional” e evidencia as fragilidades de um sistema incapaz de garantir a protecção dos cidadãos perante actividades mineiras ilegais e altamente perigosas.

“As imagens e os relatos que nos chegam são de partir a alma”, escreveu o dirigente político, referindo-se às operações de resgate realizadas em condições precárias e ao desespero vivido pelas famílias das vítimas. De acordo com o comunicado, apenas quatro pessoas foram retiradas com vida dos escombros, enquanto as buscas prosseguem na tentativa de localizar outros sobreviventes.

O presidente da UNITA sublinhou ainda que a exploração artesanal de ouro em Nambuangongo era do conhecimento das autoridades locais, que terão sido alertadas repetidamente para os riscos associados à actividade. Para o político, a ausência de intervenção preventiva contribuiu directamente para a dimensão da tragédia.

“Esta tragédia não é um acaso do destino. É a consequência trágica e anunciada de um sistema que falha redondamente em proteger os seus cidadãos”, declarou.

Adalberto Costa Júnior considerou igualmente que o garimpo ilegal continua a prosperar em várias regiões do país devido à fragilidade da fiscalização e à falta de alternativas económicas para a juventude angolana, cenário que, segundo defende, expõe milhares de pessoas a condições extremas de insegurança.

Na mensagem, o líder da oposição apresentou condolências às famílias enlutadas e à comunidade de Nambuangongo, apelando para que a perda das vítimas não seja esquecida.

“Que a vida do povo angolano passe, de uma vez por todas, a valer mais do que o ouro que jaz sob a terra”, concluiu.

A tragédia no Bengo volta a colocar sob escrutínio as condições de exploração mineira artesanal em Angola, bem como a capacidade das autoridades em prevenir acidentes associados ao garimpo ilegal, uma actividade que continua a representar risco elevado para centenas de jovens em várias províncias do país.

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