“A passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz foi interrompida após os ataques de Israel ao Líbano”, informou a agência de notícias Fars, ligada à Guarda Revolucionária, no primeiro dia de um cessar-fogo de duas semanas, anunciado na terça-feira à noite pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.
Como parte da trégua no conflito desencadeado pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro contra a República Islâmica, as autoridades de Teerão comprometeram-se a autorizar a passagem de navios no Estreito de Ormuz, após mais de um mês de um bloqueio parcial que fez disparar os preços de petróleo e gás natural em todo o mundo.
O Governo israelita anunciou que concordou com o cessar-fogo, mas esclareceu que a trégua não inclui o Líbano, onde mantém uma frente aberta desde o início de março contra o grupo xiita Hezbollah, aliado de Teerão.
Israel lançou hoje fortes bombardeamentos contra a capital libanesa, que fizeram dezenas de mortos e centenas de feridos, segundo as autoridades locais.
Trump diz que Líbano não está incluído no acordo de cessar-fogo
O Presidente norte-americano afirmou hoje que o acordo de cessar-fogo entre Irão e Estados Unidos não se aplica ao Líbano, embora o Paquistão, país mediador, tenha afirmado inicialmente que o acordo englobava o território libanês.
“Eles [Líbano] não foram incluídos no acordo”, disse Donald Trump, argumentando que esta frente do conflito no Médio Oriente não está abrangida no cessar-fogo devido ao movimento xiita pró-iraniano Hezbollah, em declarações no programa “News Hour” da emissora pública de rádio norte-americana PBS, citadas pelas agências internacionais.
Questionado sobre se concordava que Israel continuasse os seus ataques ao Líbano, Trump respondeu que se trata de um “conflito à parte”.

